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Bagagem em jato particular: quanto dá para levar

Depende da aeronave: de 5 malas em um Learjet 60 a 20 em um Gulfstream V. Em um voo privado não há franquia por passageiro; o que conta é o espaço do bagageiro e o peso total a bordo.

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Quanta bagagem cabe em um voo privado

Em um voo privado não há franquia de bagagem por passageiro, como nas companhias aéreas: o limite é a aeronave. Na nossa frota, o bagageiro vai de 5 malas em um Learjet 60 a 20 em um Gulfstream V. Os helicópteros levam menos: 3 malas no Bell 429 e 2 no Robinson R44.

São valores de referência. O que cabe de verdade depende do tamanho e do formato de cada volume: uma mala de mão ocupa pouco, e um baú rígido grande pode ocupar o lugar de duas malas. Por isso, na cotação, perguntamos a quantidade e o tipo de bagagem, não só quantas pessoas vão viajar.

O peso também conta. Toda aeronave tem um peso máximo de decolagem, dividido entre passageiros, bagagem e combustível. Em um voo longo com o avião cheio, muita bagagem pode exigir menos combustível a bordo e uma escala técnica. Nossa equipe de operações faz esse cálculo antes de cada voo.

Malas por aeronave na frota Flyzar

Esta é a capacidade de bagageiro de cada aeronave, junto com o máximo de passageiros. Repare como a proporção muda: um Learjet 60 com oito passageiros leva 5 malas, então, se cada um viajar com uma mala grande, não cabe. Nesse caso, vale um Challenger 605 ou um Gulfstream, ou viajar com bolsas menores.

  • Gulfstream V (LV-KLH e LV-VEG): 20 malas, até 14 passageiros.
  • Gulfstream G400 (LV-SYG): 16 malas, até 14 passageiros.
  • Challenger 605 (LV-HQR): 10 malas, até 10 passageiros.
  • Learjet 45 (LV-GVX): 6 malas, até 8 passageiros.
  • Learjet 40 (LV-CJY): 6 malas, até 7 passageiros.
  • Learjet 60 (LV-CUE, LV-GCK e LV-FUT): 5 malas, 7 ou 8 passageiros.
  • Phenom 100 (LV-GQN): 6 malas, até 6 passageiros.
  • Bell 429 (LV-FKY): 3 malas; Robinson R44 (LV-FUP): 2.

Tacos de golfe, esquis e volumes grandes

Dá para levar, e esse é um dos motivos pelos quais muita gente escolhe voar privado. O importante é avisar na cotação: uma bolsa de golfe ou uma capa de esqui ocupa o lugar de várias malas, e o comprimento do volume define em qual bagageiro ele cabe.

Nos Gulfstream e no Challenger 605 o bagageiro é amplo, e costuma haver espaço para bolsas de golfe e esquis junto com o resto da bagagem. Nos jatos menores o espaço é mais justo e nem todo volume comprido cabe: confirmamos antes do voo, com as medidas de cada peça.

Na temporada de esqui, um grupo com esquis ou pranchas, botas e roupa de neve ocupa muito mais espaço que no verão. Para uma viagem a Bariloche ou Chapelco com equipamento completo, vale escolher a aeronave pensando na bagagem, não só no número de passageiros.

O mesmo vale para equipamento de pesca, bicicletas, instrumentos musicais ou equipamento de filmagem: informe as medidas e o peso aproximados. As bicicletas elétricas têm regras próprias por causa da bateria.

Bolsa macia ou mala rígida

Em aviões pequenos, a bolsa macia é melhor. Ela se adapta ao formato do bagageiro, que em um jato não é um retângulo certinho: tem curvas, cantos e uma porta menor que a de um avião de linha. Uma mala rígida grande pode não passar pela porta ou deixar espaço perdido em volta.

No Phenom 100, nos Learjet e nos helicópteros, o ideal são bolsas macias de tamanho médio. Nos Gulfstream e no Challenger 605 há mais folga, e as malas rígidas costumam não ser problema, mas mesmo assim vale avisar se forem muito grandes.

Uma dica para qualquer aeronave: leve em uma bolsa de mão o que você vai precisar durante o voo, como remédios, documentos, carregadores ou um agasalho. Em algumas aeronaves, o bagageiro não pode ser aberto em voo.

O que não pode ir a bordo

Mesmo em um avião particular, as regras de artigos perigosos continuam valendo. Há itens que não podem ir a bordo, nem na cabine nem no bagageiro:

  • Explosivos, fogos de artifício e sinalizadores.
  • Gases comprimidos, como botijões, cartuchos de gás de camping ou cilindros de mergulho cheios.
  • Líquidos e sólidos inflamáveis, como gasolina, solventes, fluido de isqueiro ou algumas tintas.
  • Substâncias oxidantes, corrosivas ou tóxicas, como cloro de piscina, ácidos, venenos ou pesticidas.
  • Materiais radioativos.

O que viaja com condições

Outros itens podem ir a bordo com certas condições. Baterias de lítio sobressalentes e power banks vão na cabine, não no bagageiro, com os contatos protegidos contra curto-circuito. Armas de fogo e munição, por exemplo para uma viagem de caça, só viajam com a autorização e a documentação exigidas pela autoridade, e é preciso avisar com antecedência.

Remédios, perfumes e aerossóis de uso pessoal podem ir em quantidades limitadas. Os pets não contam como bagagem: viajam na cabine, ao lado dos donos.

Na dúvida, consulte a gente antes de fazer as malas. A tripulação e a equipe de operações confirmam antes de cada voo o que pode ir a bordo. Escreva no WhatsApp ou por e-mail: respondemos 24 horas por dia.

Perguntas frequentes

Existe limite de peso por mala?

Não há franquia por passageiro como nas companhias aéreas. O que conta é o espaço do bagageiro e o peso total a bordo, que nossa equipe de operações calcula antes de cada voo com o número de passageiros e de malas.

Posso levar tacos de golfe ou esquis em um jato particular?

Sim. Avise na cotação quantos volumes são e as medidas aproximadas, para designarmos uma aeronave com bagageiro suficiente. Os Gulfstream e o Challenger 605 têm mais espaço para volumes compridos.

E se levarmos mais bagagem do que cabe?

Resolvemos antes do voo: dá para passar para uma aeronave com bagageiro maior ou reduzir o número de volumes. Por isso pedimos o detalhe da bagagem na cotação.

O pet conta como bagagem?

Não. Os pets viajam na cabine, ao lado dos donos. Basta avisar na cotação para levarmos isso em conta.

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